14 de janeiro de 2018

As Minhas Viagens em 2017


E cá estou eu, mais uma vez, de volta depois de 1 ano longe do blog. Mas sempre com aquele peso na consciência de que estava a deixar para trás algo que me dava tanto gosto alimentar e partilhar. Já não é a primeira vez que me ausento assim. Tenho tido uns últimos anos completamente loucos com mudanças constantes e, para o bem da minha sobrevivência (sim, sou dramática a este ponto!) tenho de dar tudo de mim, todo o meu foco, todo o meu esforço para que aquela determinada fase resulte. Confesso que também quero mudar o aspecto do blog e desmotiva-me escrever e alimentá-lo desta maneira. Hei-de pôr isto nos eixos!

Tudo isto para dizer que, embora não tenha partilhado aqui as minhas viagens de 2017, fui partilhando no Instagram. Foi um ano tão bom, cheio de coisas e pessoas novas. Novo trabalho, novas experiências, novos destinos, concretização de um sonho de criança, enfim...um mar de acontecimentos e emoções. Não prometo nada, porque já percebi que não tenho cumprido, mas vou tentar fazer posts sobre estes destinos.


TALLINN - ESTÓNIA


No dia 16 Abril de 2017, por motivos profissionais, viajei pela primeira vez sozinha. Fui num Domingo que se passa em família, a Páscoa. Não estive presente para que pudesse ganhar mais mundo e aprender a contar unicamente comigo. Estive longe de tudo o que parece, soa e sabia a casa. Eu, sozinha, em Tallinn na Estónia. Eu, que não gosto do silêncio de um quarto de hotel partilhado comigo e só comigo mesma. Eu, que não gosto da quietude que me faz ouvir todos os meus pensamentos. Eu, que não gosto de comer sozinha. Eu, que tive de falar inglês 24/7 - sim, quando o temos de fazer 24/7 é um atrofio até a coisa encarreirar. Eu, a lidar com um frio lancinante que deixava as pernas dormentes e possibilitou que usasse o meu quispo pela primeira vez em 5 anos. Eu, que sem qualquer sentido de orientação, consegui não perder-me (muito) e encontrar os recantos que queria conhecer e encontrar o caminho de volta para o hotel. Eu, que explorei a cidade ao meu ritmo e percebi que gostei de gerir o meu dia sem cedências - mas, ao mesmo tempo, senti falta de partilhar os momentos com alguém. Durante esta experiência, ganhei tal confiança em mim, senti-me tão destemida, que decidi a meio desta viagem ir a Helsínquia, Finlândia.


HELSÍNQUIA - FINLÂNDIA


E quando avisei o meu pessoal aqui em Portugal que ia a Helsínquia, foi um misto de reacções. Uns, ficaram orgulhosos e achavam-me super corajosa, outros ficaram ainda mais preocupados do que já estavam. Mesmo sabendo que estava em países bastante seguros, em que o nível de ordem e organização é nível 1000, estive sempre atenta ao que se passava à minha volta. Também não me aventurava por zonas que o meu instinto simplesmente dizia para não ir. Um dos grandes ganhos desta experiência na Estónia e Finlândia foi ouvir e respeitar o meu instinto. Resultou bastante bem, por sinal. Não tinha expectativas nenhumas relativamente à Estónia e Finlândia, até porque, não eram destinos que estivessem no topo das minhas ambições e, portanto, só posso dizer que adorei toda a experiência.


PARIS - FRANÇA


Acabadinha de regressar da Estónia, literalmente menos de 12 horas depois, voei para Paris. Uma loucura! Nem desfiz a mala, só tirei a roupa suja, pus mais uns itens e 'bora lá. Estava cansada e tonta de todos os transportes e vivências das últimas semanas. Havia também muita informação para processar e memórias para partilhar. Sinto que não estive em Paris a 100%, andava um pouco a flutuar. No entanto, este regresso a Paris foi especial porque estava a concretizar um dos sonhos da minha mãe, amante de França e da língua francesa, que nunca lá tinha ido. Mostrei-lhe a cidade, que em Maio de 2017, estava cinzenta e, como não podia deixar de ser, vivemos as 4 estações do ano todos os dias. Ficámos hospedadas ao lado de uma das minhas ruas preferidas, Rue Montorgueil. Visitámos o Palácio de Versalhes, algo novo também para mim, e foi maravilhoso! Aqueles jardins são arte pura!


SAAREMAA - ESTÓNIA


E a vida a ser engraçadinha diz-me assim: "Tu que nunca pensaste na Estónia, não só foste em Abril como vais voltar no fim de Julho". Como assim?! Já devia estar habituada a estas coisas. Desta vez não fui sozinha, fui com um grupo. Passei do 8 para o 80 - estar na Estónia sozinha e estar na Estónia com mais 17 pessoas. Foi diferente e igualmente bom. Desta vez, para além de estar em Tallinn, passámos uns dias na ilha Saaremaa. Foi uma viagem que pareceu eterna, 4 horas de autocarro e ferry-boat. Chegando lá, no pico do Verão estoniano que equivale a uma boa Primavera em Portugal, devo dizer que o que acontece em Saaremaa fica em Saaremaa. E não, não é nada de escandaloso...apenas alguns dramas, comida duvidosa e tecno russo que me dilacerou a alma para sempre. :)


VARSÓVIA - POLÓNIA


No regresso desta segunda viagem à Estónia, tínhamos 6 horas de escala, em Varsóvia. O que é que eu fiz? Organizei uma ida à Old Town! Ao contrário da Estónia, os termómetros chegaram aos 35 graus em Varsóvia, nem sabíamos muito bem de que terra vínhamos, literalmente. Estava insuportavelmente quente! Chegámos um pouco antes do meio-dia e conhecemos a baixa da cidade na altura do dia de maior calor. Por falta de tempo e capacidade de caminhar e respirar debaixo daquele calor, explorámos pouquinho mas foi o suficiente para que me sentisse extremamente feliz. Estava a ser um ano com tantas oportunidades a tantos níveis. Estava a ter a oportunidade de fazer uma das coisas que mais me completa - viajar!


OLHÃO, ILHA DA ARMONA, ILHA DO FAROL - PORTUGAL


E porque viajar é também descobrir o seu próprio país, em Agosto rumamos ao sul para conhecer estes locais. Ficámos em Olhão e apanhámos o ferry-boat para a Ilha da Armona e Farol. Não estivemos propriamente à vontadinha, até porque Algarve + Agosto = gente aos molhos! No entanto, gostámos bastante, deu para descansar na praia, desanuviar, comer muito e bem, beber muito e bom vinho...digamos que estivemos como queríamos! 


NOVA IORQUE - ESTADOS UNIDOS


A minha meta de conhecer Nova Iorque seria, no máximo, até 2016 e não aconteceu. Estive anos a querer isto e o plano saiu furado. Disseram-me há umas semanas, em tom de brincadeira, que foi melhor assim, que "Eu ainda não estava preparada para Nova Iorque e que Nova Iorque não estava preparada para mim". Esta frase bateu-me forte, talvez como forma de justificar o plano furado que tanto me frustrou. Em Novembro de 2017, depois de dizer que não passaria mais um ano sem fazer acontecer, concretizei, finalmente, o meu sonho de criança. Pesquisei tanto para encontrar a passagem mais em conta, a estadia mais barata mas que não fosse um buraco. Consegui! O meu american dream era só ir à América, estar lá, observar, caminhar, visitar os locais que estão no meu imaginário. Imaginário alimentado pelos filmes, séries, etc. Penso que quase todos nós 'sofremos' disto. Sem planear, fomos na altura do Thanksgiving em que a cidade já tem decorações de Natal. Agora quero mais, conhecer mais os EUA. Sempre quis fazer a Route 66 e sei que irei fazê-la.


Vamos traduzir isto tudo em números?

Países visitados: 5
(Estónia, Finlândia, França, Polónia, EUA)

Cidades visitadas: 9
(Tallinn, Helsínquia, Paris, Saareema, Varsóvia, Olhão, Armona, Farol, Nova Iorque)

Voos: 14 

Escalas: 6 
(Munique [2x], Amesterdão, Estocolmo, Varsóvia, Frankfurt)

Ferry-Boats: 10
(Tallinn - Helsínquia, Virtsu - Saaremaa, Olhão - Ilha da Armona, Olhão - Ilha do Farol, Manhattan - Liberty Island)

Taxis/Ubers - 20
(todos os destinos)

10 de fevereiro de 2017

Mina de São Domingos


Quem visita Mértola, não pode deixar de passar por esta pequena terra chamada Mina de São Domingos. Para além das ruínas do complexo mineiro, existe uma praia fluvial, a Praia da Albufeira da Tapada Grande, muito bem cuidada para quem quiser dar uns mergulhos e passear pelo pontão de madeira. Por lá, vimos também muitas caravanas e autocarros de matrícula estrangeira que visitam aquela zona do Alentejo. Mas o que iria prender grandemente a minha atenção estava por vir. Andámos às voltas, a estrada que nos levaria directamente ao complexo mineiro estava em obras, então foi complicado entender qual seria o caminho alternativo. Mas encontrámos. Nós e um autocarro com turistas do Leste europeu. Gente corajosa, já com uns 70 anos bem contados, que se empoleirava onde não devia. O meu coração parava cada vez que trespassavam as barreiras de segurança. Estive sempre preocupada - é que uma queda não só seria fatal como teria o terrível acréscimo de caírem dentro de uma lagoa contaminada. 

7 de fevereiro de 2017

A Batida Perfeita | Rag'n'Bone Man - Human

       

Que música poderosa, que mexe com tudo o que temos cá dentro! A bateria e o baixo, bem vincados, deste instrumental são de um peso extraordinário. E não, não me estou a esquecer da voz cheia de Rag'n'Bone Man, nem da letra que nos faz pensar. Somos humanos, cometemos erros. É mesmo assim, com mais ou menos culpa, somos apenas humanos, a maioria tenta fazer o seu melhor. Uma música brilhante!

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3 de fevereiro de 2017

O que é o Overbooking? Causas | Como Agir | Indemnizações


Recentemente, o Expresso publicou uma notícia sobre o Overbooking, afirmando que este 'fenómeno' deixa todos os dias em Portugal cerca de 32 passageiros, com bilhete pago, em terra. Isto provoca grandes constrangimentos a quem fica sem lugar no avião. Viajar implica uma organização diferente dos nossos horários, da nossa vida. Existem compromissos e gastos, sejam noites pagas num hotel, uma reunião agendada ainda para aquele dia ou um voo de ligação. Vamos tentar perceber juntos afinal o que se passa afinal!

31 de janeiro de 2017

Take Me Away | To a Sunny Place



Recentemente aprendi a gostar do Inverno. Invernos frios. Que sejam chuvosos e com vento apenas quando estou em casa, embrulhada numa manta e a beber algo quente. Mas já tenho vontade de sentir brisas quentes a tocar na minha pele. De me descalçar e sentir os grãos de areia nos meus pés. De, num dia quente, repousar debaixo da sombra de uma árvore enquanto ele passa a mão pelos meus cabelos. De sentir a liberdade de um dia solarengo, ser vagarosa pela moleza que o calor me traz. De juntar amores e partilharmos refeições de janela aberta. De percorrer estradas sem fim que nos levam a um destino com cheiro a mar. De estar nos bastidores de uma qualquer festa e conviver até o sol cair. De ser e estar. De ser o que o Verão nos permite ser. Estar onde o Verão nos permite estar. Despreocupar-me e ter o pensamento livre. Deixar-me levar de corpo leve e de vontade solta.

23 de dezembro de 2016

O Monte do Alhinho | Sossego em Mértola


O último ano e meio tem sido de grandes mudanças, sem paragens, muito trabalho, esforço, dedicação. Tenho tido pouco tempo para, apenas, estar e existir. De me fixar num ponto e não pensar em nada. Quanto mais coisas faço, mais coisas tenho para fazer. Quando conseguimos uns dias de férias agora em Outubro, confesso que tive medo de ir para um sítio parado, onde o sossego impera. É difícil abrandar quando estamos num ritmo frenético há mais de 1 ano. Mesmo que o corpo e mente estejam a pedir encarecidamente para descansar, parece que levámos uma injecção de adrenalina. Sabem quando estamos demasiado cansados e com sono e é precisamente aí que não conseguimos dormir?! É mais ou menos isso. 

23 de novembro de 2016

Cabo Verde | São Vicente - Diário de Viagem #7



Primeira missão do dia: ir ao Snack-bar 003 tomar um pequeno-almoço tipicamente cabo-verdiano, ou seja, catchupa guisode (cachupa guisada). É um dos meus pratos favoritos, cresci a comer isto aos Domingos de manhã. Quando a minha mãe fazia cachupa aos sábados, ficava tão feliz por saber que no dia seguinte de manhã havia cachupa guisada! E o que é esta maravilha? É a cachupa que sobra do dia seguinte, retira-se o caldo e refoga-se numa frigideira. Leva rodelas de chouriço frito e um ovo estrelado. Tudo acompanhado com café com leite. Este é o pequeno-almoço dos rijos, do pessoal com estômago forte. :D O Helder não conseguiu ingerir a full version, portanto, ele foi o pecador que tinha o compal em cima da mesa, como se vê na fotografia.

11 de novembro de 2016

Lisboa | Forno d'Oro - Restaurante Italiano


Já há algum tempo que andava com vontade de ir a um bom restaurante italiano. E garanto que o Forno d'Oro é muito bom. Com um atendimento extremamente atencioso sem ser chato e um espaço clean sem ser frio, este é um restaurante que nos proporciona, para além de boa comida, uma excelente experiência. Desde as entradas até à sobremesa tudo é saboroso e apresentado com cuidado e bom gosto. Facilmente o restaurante fica lotado e, provavelmente, existem mais mesas do que o espaço pede, tornando-se um bocadinho apertado em algumas zonas. Mas nada que não se releve.

1 de novembro de 2016

Visitar o Cabo Espichel | Sesimbra



Esta foi a segunda vez que visitei o Cabo Espichel, em Sesimbra. A primeira vez foi há alguns anos e foi num acto de inconsequência típico da adolescência. Fui num dia de semana, faltei às aulas, porque o Helder disse que me ia levar a um sítio lindo que nunca tinha visto antes. Fui porque achei que aquilo que ele me poderia mostrar, teria muito mais valor do que definhar durante 90 minutos em cada aula. Digamos que, pelo menos naquela altura, o sistema de ensino não era muito entusiasmante. Será que o é agora? Sempre preferi aprender em campo ou de formas alternativas do que dentro de uma sala de aula. Talvez não tenha tido muitos professores apaixonados pelo que faziam. Mas vá, é feio dizer que o problema é dos outros. Eu assumo que poderei ser eu o problema. :P

25 de outubro de 2016

Cabo Verde | São Vicente - Diário de Viagem #6

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E este foi daqueles dias em que fizemos e vimos tanta coisa que nos custou reter toda a informação visual que nos foi presenteada. E não trocava a experiência por nada. Logo de manhã, estava combinado uma caminhada, em género de exercício, com uma das minhas tias. O percurso seria de Monte Sossego à Laginha. Já sabia que ela é muito activa, faz estas caminhadas praticamente todos os dias, terminando com um mergulho na Laginha. Pensei eu que, no auge da minha juventude, era canja acompanhar a minha tia. Não podia estar mais errada. Bastava olhar para trás, coçar um pé ou dar um ai que já a perdia de vista. Lá tinha eu de dar uma corridinha para apanhá-la de novo. A minha expressão de perplexidade era bastante visível. Cheguei à fácil conclusão de que estou mesmo em baixo de forma. A partir daquele dia a minha tia, com 73 anos, passou só a ser o meu modelo de vitalidade e energia.

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